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Como tratar a anemia falciforme

Anemia falciforme se trata de uma doença hereditária que afeta os glóbulos vermelhos do sangue. Os doentes que possui essa doença são chamados de falcêmicos, pois a hemoglobina que está dentro dessas células assume um formato similar a uma meia lua ao entregar os oxigênios para os tecidos, já à hemoglobina normal tem o formato arredondado e é mais maleável. Por isso, as células da anemia falciforme acabam ficando presas nos vasos sanguíneos, atrapalhando assim toda a circulação sanguínea e ainda provoca muita dor.
o baço é um órgão que fica do lado esquerdo do abdômen e é responsável por filtrar as anormalidades e corpos estranhos que entram em nosso organismo e ficam no sangue. As hemoglobinas quando normais passar por este filtro, mas as que estão defeituosas, ou seja, estão em formato de meia lua por conta do anemia falciforme acabam ficando retirar e voltam a circular pelo corpo novamente e isso faz com que o número de glóbulos vermelhos caia no organismo, ficando assim anêmico.
A anemia falciforme é comum principalmente na população negra e nos acedentes de africanos. No Brasil a doença chega a atingir 1 em cada 500 recém-nascido na região.
Os pais podem ser portadores assintomáticos da doença, a qual é causada por um gene recessivo e assim esses pais na maioria das vezes nem sabem que são portadores da anemia falciforme e que seus filhos poderão ter a doença. Por isso, se dois pais portadores e tiverem filhos, a criança poderá nascer com a doença, mas é claro se a mesma herdar um gene recessivo de cada progenitor.
Já as crianças que possuem somente um gene recessivo da doença podem ser assintomáticas ou apresentar uma anemia mais leve, somente com a possibilidade de ter crises em situações extremas, como por exemplo, quando estiverem em grandes altitudes.
A anemia falciforme é detectada pelo teste do pezinho ampliado e é um dos exames presentes na fase de nascimentos dos bebês. Por isso, procure se informar dos testes gratuitos que são realizados n maternidade em que deu à luz ao seu filho e se caso não seja feita o exame do pezinho, o mesmo pode ser feito por recomendação médica, o que é preciso pagar a parte. E, se caso o teste dê positivo, novos exames deverão ser feitos para confirmar o diagnóstico.
O exame que confirma a doença é uma análise de sangue específica que se chama eletroforese da hemoglobina e por este exame é possível saber se a criança possui a doença ou se somente é portadora dos genes recessivos, ou seja, portadora assintomática.
A doença também pode ser diagnosticada antes mesmo do nascimento, assim como outras doenças como a hemoglibinopatias e a talassemia, através de exames amniocentese e a biópsia do vilo corial.
Os sintomas da doença começa a aparecer nos bebês entre os 4 e 6 meses, pois a hemoglobina que está em formato de meia lua fica retida nos vasos sanguíneos, atrapalhando assim a circulação sanguínea normal, por isso, a criança sente muita dor nos braços, pernas, barriga e costas, sendo uma dor bastante intensa.
A anemia falciforme provoca ainda um inchaço nas mãos e nos pés, dor e rigidez nas articulações e uma forte sensação de cansaço quando há as chamadas crises dolorosas. A gravidade da doença varia, pois há pessoas que possui sintomas leves e quase nem sentem dores, já outras têm muitas crises.
É importante ressaltar que as crianças que são afetadas pela doença correm mais risco de adquirir infecções, sendo recomendado um esquema mais completo de vacinação.
Outro sintoma é a própria anemia em si, a qual pode ser intensa nas chamadas crises aplásicas que é a insuficiência da medula em produzir hemácias, podendo ser tratada através das transfusões sanguíneas.
Nas crises as crianças mudam o comportamento por conta das dores intensas com fortes dores na barriga e peito, dor na cabeça e rigidez no pescoço e tontura, além de subir a temperatura do corpo, transpirando mais e os pés e mãos incham.
A anemia falciforme é uma doença para a vida toda, porém é possível administrar os sintomas e também as crises e complicações, por isso, para evitar possíveis infecções é necessário que a criança tome uma dose diária de penicilina, além da suspensão do ácido fólico para ajudar na produção sanguínea. Já as dores são aliviadas com compressas de água morna, analgésicos, além de medicamentos mais fortes. E as transfusões sanguíneas podem ser usadas para controlar o quadro.
Para evitar as crises é indicado evitar com que a criança pratique atividades físicas muito cansativas, viajar para lugares com grandes altitudes, evitar situações estranhas e a depressão e se a criança precisar fazer uma cirurgia, a anestesia pode deformar a hemoglobina e as infecções devem ser evitadas.
É indicado manter a criança sempre bem hidratada e deixá-lo descansar bastante, deixando-o sempre seco e aquecido e longe de pessoas doentes.
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