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Como tomar anticoncepcional corretamente

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Como tomar anticoncepcional corretamente

Atualmente no mercado farmacêutico há diferentes tipos de pílulas anticoncepcionais, as quais são prescritas por médicos ginecologistas, os quais avaliam cada organismo e aí sim prescrevem o medicamento ideal para cada paciente.
As pílulas anticoncepcionais possuem hormônios combinados que tem a finalidade de inibir a ovulação da mulher, além de prevenir o desenvolvimento de determinados tipos de câncer e algumas doenças de caráter feminino.
As mulheres passaram a utilizar este medicamento para se proteger contra uma possível gravidez indesejada graças aos óvulos que não são mais liberados pelos ovários, porém não é um medicamento de automedicação, pois apenas um médico ginecologista saberá qual a pílula anticoncepcional que não trará efeitos colaterais.
Mas, mesmo sendo algo tão próximo da vida das mulheres em geral há sempre muitas dúvidas de como usar a pílula anticoncepcional de maneira adequada, pois o seu uso existem regrais gerais sobre o método para a utilização da pílula, por mais que haja diferentes produtos no mercado farmacêutico.
É de extrema importância que as mulheres saibam quais são os métodos de uso das pílulas anticoncepcionais, os quais devem ser seguidos de acordo com as recomendações do fabricante, pois quando a mesma é usada de maneira inadequada, à mulher sofre o risco de ocorrer uma gravidez indesejada e, além disso, aumentar ainda mais os efeitos colaterais causados pelo medicamento.
Por isso, é indicado que assim que iniciar o uso se faça uma leitura da bula do medicamento, pois é através da bula que você obterá todas as informações essenciais quanto ao uso do medicamento, qual o período para que o medicamento comece a fazer efeito e prevenir uma possível gravidez, qual o horário mais indicado para tomar o medicamento, como se deve iniciar, qual o tempo necessário para parar de tomar o medicamento quando for menstruar e tudo mais.
Além disso, leva-se em consideração que há pílulas anticoncepcionais que são encontradas em cartelas com vinte e uma drágeas e outras com vinte e oito comprimidos e essa variação se dá por conta do organismo feminino, onde o medicamento de vinte e um comprimidos se toma a partir do primeiro dia de menstruação durante vinte e um dias consecutivos e ao final da cartela espera sete dias sem uso nenhum da pílula anticoncepcional para dar o intervalo do tempo de menstruação e depois de sete dias inicia-se uma nova cartela.
Já as pílulas de vinte e oito dias iniciam-se o seu uso após cinco dias do início do seu ciclo menstrual e a partir do momento em que a mulher menstrua não cessa o seu uso, pois o seu uso é contínuo e quando a mulher está perto de menstruar as quantidades de hormônios vão diminuindo, mas a contracepção é a mesma durante todo o período de menstruação.
É muito importante que a mulher não se esqueça de tomar a pílula, pois quando se esquece de tomá-la aparece uma irregularidade menstrual e a eficácia contraceptiva reduz e as pílulas ainda perde parte do efeito sobre o controle do ciclo menstrual e nos primeiros três meses de uso podem causar alguns sangramentos intensos, mas é normal, pois o corpo está se adaptando ao medicamento e é após este período que o medicamento tem total eficácia na contracepção da gravidez. Quem se esquecer de tomar o comprimido, de preferência sempre no mesmo horário, deve associar outro método contraceptivo e é provável que surja irregularidades menstruais.
O horário mais recomendado para se tomar a pílula é de manhã perto da hora do café, pois se a mulher esquecer nesse momento, ela terá o dia todo para lembrar-se do remédio e tomá-lo e se tomá-lo durante a noite antes de se deitar, qualquer esquecimento só será corrigido muito tarde, afinal você está indo dormir.
As pílulas anticoncepcionais possuem muitos efeitos benéficos às mulheres, como por exemplo, regulariza o ciclo menstrual, diminui a quantidade e o número de dias de menstruação, em 40% das pacientes alivia a tensão pré-menstrual, protege contra o câncer do endométrio, reduz em 50% a incidência de câncer e melhora a dismenorreia que é a cólica menstrual. É usada ainda para diminuir os cistos funcionais do ovário, controla a acne, queda de cabelo, oleosidade da pele e a aparecimento exagerado de pelos, diminui as manifestações de artrite e reumatoide e inibe doenças frequentes em mulheres como endometriose, miomas e tumores benignos. Entretanto, a pílula pode aumentar o risco de trombose e ainda aumenta a incidência de doenças sexualmente transmissíveis e algumas estão associadas ao aumento de peso, entretanto, isso não acontece com os medicamentos modernos.
A pílula tradicional tem dois hormônios que são progesterona e estrogênio e deve ser tomada durante vinte e um dias consecutivos e depois é dada uma pausa de sete dias e a mulher recomeça a toma-la no oitavo dia ou no quinto dia depois do início da menstruação.
As pílulas atuais são de baixa dosagem de hormônios e devem ser tomada a partir do primeiro dia de menstruação, uma por dia e sempre no mesmo horário, mas não é necessário um horário rígido, pois duas horas antes ou duas horas depois não irão fazer muita diferença, entretanto, é uma maneira de fazer com que a mulher crie um hábito e tome o medicamento sempre no mesmo horário para que não ocorram possíveis esquecimentos. A redução das doses de hormônios fez com que diminuíssem os efeitos colaterais e a eficácia do medicamento foi mantida.
Atualmente encontram-se medicamentos com vinte e quatro drágeas que são pílulas de ultrabaixa dosagem que diminui de maneira intensa os efeitos colaterais e a contracepção foi mantida, mas a pausa deve ser de quatro dias.
Para evitar com que algumas mulheres se esqueçam do reinício do medicamento há algumas cartelas que possuem comprimidos extras chamados de placebo, ou seja, são comprimidos com substâncias não ativas que normalmente são compostas de ferro ou vitamina B6 para serem tomados durante os quatro dias ou sete dias restantes e essas são as pílulas conhecidas como pílulas de vinte e oito dias, afinal tudo na pílula é calculado respeitando o período de vinte e oito dias.
Entretanto, o uso da pílula não é indicado para mulheres fumantes e que estão acima dos 35 anos, pois o risco de doença cardiovascular aumenta com a idade e uma dos componentes da pílula combinada é o estrogênio, o qual pode potencializar os efeitos colaterais do cigarro, provocando assim uma vasoconstrição e facilitando a formação de coágulos que podem entupir as veias e artérias, causando um possível derrame cerebral ou uma isquemia. Por isso, se a mulher fumante quiser tomar pílula anticoncepcional, deve-se optar por uma pílula que contenha somente o hormônio progesterona.
A consulta a um médico ginecologista para iniciar o uso da pílula anticoncepcional e verificar qualquer tipo de sintomas de efeitos colaterais é de fundamental importância, pois somente ele saberá qual o medicamento mais indicado para o seu caso e para o seu organismo e qual o seu corpo irá se adaptar mais para diminuir os efeitos colaterais dos medicamentos.

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