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Causas do ronco noturno

O ronco noturno é um problema bastante comum em todas as faixas etárias e por mais não seja considerado uma doença, o ronco pode ser um aviso de que algo não vai bem, além de incomodar a quem dorme por perto.
Quando inspiramos o ar entra pelo nariz, passando pela faringe, laringe, traquéia e depois pulmões, onde ocorre a troca do oxigênio pelo gás carbônico. Qualquer obstrução neste trajeto pode acabar gerando um ruído respiratório, ou seja, o ronco, afinal o ronco na maioria das vezes é o resultado de uma obstrução ao nível da faringe, que é formado somente por músculos.
Com o agravamento da obstrução na medida em que o ronco evolui, passam a existir interrupções momentâneas da respiração, conhecidas como apnéias do sono.
Cerca de 10% da população apresenta ronco noturno e dentro destes 10%, cerca de 90% não tem um diagnóstico definido, por isso, não são tratadas de maneira correta.
A apnéia é um distúrbio em que a pessoa apresenta pausas de dez segundos na respiração durante o seu sono, podendo chegar a centenas de vezes em uma única noite. Estas pausas são conhecidas como apnéia, sendo que este termo significa ausência de respiração, a qual é normalmente acompanhada pelo ronco.
Os principais sintomas são: sonolência durante o dia, cefaléia matinal, irritabilidade e instabilidade emocional, roncos e pausas respiratórias durante a noite, azia e queimação no estômago.
A apnéia é causada por conta de uma anormalidade estrutural da face, do crânio e da via aérea que acabam causando uma obstrução respiratória da via aérea superior. Os locais que normalmente ocorrem à obstrução é no palato, base da língua e na rinofaringe. A obesidade, o tabagismo, o refluxo gastresofágico e a ingestão alcoólica podem causar a apnéia do sono.
Para se fazer o diagnóstico é necessário que haja primeiramente uma suspeita da doença e depois fazer uma consulta com um especialista no assunto, ou seja, um otorrinolaringologista, neurologista ou pneumologista, os quais farão um exame clínico e tomografia computadorizada. Entre os sintomas verificados no exame clínico estão: ronco noturno de alta intensidade, sono agitado, despertares frequentes durante a noite, fadiga anormal ao despertar, perda de memória, dificuldade de concentração, depressão, suor noturno, hipertensão arterial, arritmias cardíacas, paradas respiratórias durante o sono, sonolência diurna excessiva, sensação de cansaço ao despertar, dor de cabeça ao despertar, irritabilidade e diminuição da libido.
O tratamento é feito normalmente com mudanças no estilo de vida, cirurgias e medicamentos. As mudanças no estilo de vida se relacionam com dormir de lado, uso de dilatadores nasais, perda de peso, evitar álcool e cigarro. Os medicamentos usados são para a rinite alérgica, refluxo e diabete.
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